sábado, 24 de novembro de 2007

Não tenho obsessões

Na minha vida tudo é levado com paixão ou indiferença; entenda, pois eu sou feita de paradoxos.
Se não sinto, ignoro; então não tenho obsessões.
Nunca entendi aquelas pessoas que são completamente loucas por uma banda a ponto de usar o sobrenome do cantor em seus nomes, ou aquelas fissuradas em animes ou no esporte que praticam.
Nada em particular me apaixona tanto senão tudo; tudo que eu sinto.

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"I wish I could eat the salt of your lost and fading lips
[...]
It's in the way that she walks
Her heaven is never enough
She puts the weights in my heart"

Obstacle 1 - Interpol
Não sei porque eu acho essa música parecida comigo

domingo, 11 de novembro de 2007

Joss Stone e Paixões




Para ter um coração saudável não é necessário deixar de comer porcarias, basta evitar paixões, laços, expectativas.


Viu? É bem mais fácil que deixar as gorduras de lado!

Tell me what we're gonna do - Joss Stone
(viciei)
*eutômuitobemnãolevemoposttãoasério

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Fake Plastic Feelings


Ahh esses dias!
Esses malditos dias em que eu me sinto como uma escritora
gorda, barbuda e fracassada com um puta hiato criativo!
Não sei se são os horários corridos, mas algo me impede de pensar, sentir, escrever...
E quando o efeito anestésico passa, tudo que eu consigo perceber é o cinza!
Cinza, cinza, cinza.
Essa definitivamente é minha cor!
Já me queixei muito disso no meu blog passado.
Tive uma puta fase difícil, mas PELO MENOS EU CONSEGUIA ESCREVER, ME EXPRESSAR!
Mas como expressar algo que eu não sei se realmente sinto?
Alguém me belisque!
Acho que parei de viver...de novo!
É incrível a rapidez que minha vida tem de passar de novela mexicana a tédio brutal!

(entenda, EU me AUTO entedio! Nem sequer consigo segurar meu fake plastic smile por muito tempo)


*Faz um mês que voltei de Camocim e já engordei uns malditos 3kg!

Nojo! Nojo!Nojo!

domingo, 4 de novembro de 2007

Velhas e Novas

Ela bate com os dedos na mesa, olhar e pensamentos vagos, bem distantes, nas partículas de poeira visíveis ao feixe de luz na janela entreaberta.
E os pensamentos pairam no ar como a própria poeira, ou como a folha seca que cai da arvore lá fora.
Tão anestesiada.
Os sentimentos que faziam seu coração pulsar como de costume, mal a fazem querer acordar no outro dia.
E todas as alegrias e tristezas que sentira sempre com imensa intensidade, agora a tornaram inerte.
Como alguém que sentiu tudo demais poderia ficar sem sentir?
Talvez sentisse um nada mais vazio que o das outras pessoas.
Um nada mais intenso; intenso como sempre fora todas as coisas para ela.
E procurava entorpecesse para não sentir nem o nada nem nada.


Alguém a segure antes que ela caia...

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Mais uma vez um texto antigo meu.
Hiato-criativo.