quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Saco de batatas

Então, falei que o blog ia mudar um pouco esse ano, justamente porque, durante um mês, vou só relatar minhas experiências no velho mundo (dessa vez, sem família), mais especificamente; na Irlanda. E lógico que uma viagem minha com Bia teria que começar de algum jeito desastroso: quase perdemos o vôo! Demoramos tanto que o embarque encerrou, mas conseguimos passar e corremos para onde a funcionária da TAM indicou que estaria o avião... Chegando lá: portas fechadas E a escada sendo removida. Visualizem duas doidas correndo numa pista de vôo e gritando pra parar... pois é. Até que um cara desesperado veio avisar que aquele não era o nosso... FUEN!
Primeiro fail: check! Então vamos aos próximos...
Quem me conhece sabe do meu pânico de avião. Só nessas máquinas do inferno se reunem 3 dos meus maiores medos (é fechado, rápido e alto, muito alto). Posso viver viajando, mas nunca perdi e provavelmente nunca perderei esse pavor. Por isso eu simplesmente NÃO consigo dormir em aviões. Já tentei de tudo, rivotril, dramim... Nada funciona. A primeira vez que vim a europa ficou marcada como 12 horas de pura tortura em que eu ia pegando no sono e logo acordava assustada. Dessa vez a história se repetiu e eu simplesmente não preguei o olho. Bem que tentei pentelhar bia, mas não rolou, ela dormiu o tempo inteiro.
Chegando em SP, tivemos que esperar simplesmente DOZE horas pra fazer a conexão pra Paris. O que fazer? Pegar ônibus/metrô e ir respirar os ares da minha cidade preferida do mundo. Chegando na paulista, andamos. Basicamente só andamos. Depois sugeri que procurássemos a loja da lomography que abriu recentemente na augusta. Percorremos simplesmente a rua toda 2 vezes até achar o lugar... e aí é ladeira, meu amigo! Isso + má alimentação + falta de sono = zombie mode on! Começamos a sentir dores em músculos que nem sabíamos da existência e ficávamos nos rastejando, lamentando e às vezes até se escorando pelas ruas. Avistei um restaurante vegetariano e logo melhorei os ânimos, ao contrário de bia que simplesmente me deixou almoçando sozinha, já que dormiu (de novo) na mesa! Voltamos pra guarulhos e nos esgoramos até a hora do vôo (bia dormiu - DE NOVO - eu, nada).
Ficamos exatamente dez horas na máquina que o diabo inventou, mas ó, se fosse só isso: Bia foi parar na classe b por algum suposto erro (muito provavelmente), enquanto eu fiquei jogada às traças na classe econômica. OBVIAMENTE TINHA QUE FICAR PIOR: uma aeromoça remove o senhor que sentou do meu lado e coloca um sujeito de 2 metros de altura, fedido, mal educado pra caralho, beberrão e folgado no lugar dele! Impliquei com tudo desta criatura. Não gosto de contato corporal com quem não tenho intimidade. Não gosto de quem come ferozmente. Não gosto de quem fede e principalmente: não gosto de desconhecidos bêbados puxando papo! Passei as 10 horas do vôo alternando entre minha briga contra o sono, os meus pânicos com as MUITAS turbulências, o dito cujo me irritando profundamente e em indo pentelhar Bia lá na classe de rico com espaço e conforto.
Chegando em Paris, esperamos só 4 horas pelo próximo vôo. Confesso que nesse intervalo consegui fechar os olhos por uns minutinhos na desconfortável cadeira do saguão. Depois de termos sido congeladas e arrastadas por uma tempestade de vento desgraçada, finalmente embarcamos; eu estava no auge da minha briga contro o sono, mas ele me venceu de KO! Foi mais ou menos assim que aconteceu minha primeira e preciosa dormida dos últimos dias: No meio de um diálogo com uma aeromoça, minha pilha simplesmente acabou e eu sofro uma narcolepsia. Simplesmente dormi por segundos durante a conversa, DO NADA. Foi o suficente pra que ela e a pessoa que sentou do meu lado se acabassem de rir.
Vôo tenso, tensíssimo (pior que o anterior), mas chegamos vivas a Dublin. Chegou então minha tão temida hora de passar pela imigração. Geralmente nunca encano com isso, mas eu estava ciente da minha situação de viajante jovem, sem família, sem hotel e sem curso. O cara me encheu de perguntas com uma cara de "Aham...tá bom. Tu vai é servir mesa aqui que eu sei". Mas liberou (mal pude acreditar, só peguei meu passaporte e saí correndo antes que ele mudasse de idéia).

PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE DUBLIN:

- A vista do avião é top mais lindas que já vi!
- O frio é suportável. Não é seco como em França, Londres e Itália. Tá fazendo 6 graus. Outra coisa legal é que apesar de inverno, ainda tem muito verde.
- Tudo é extramamente "lovely", do sotaque das pessoas às casinhas. E é tudo muito organizadinho.
- Já contei 4 ruivos.
- Não entendo absolutamente NADA que os irlandeses falam, sério. SÉRIO! Não parece nem inglês isso, bicho!
- Só saí pra comer, tô quebrada e só quero dormir hoje. Comi um hamburguer (veggie) DELÍCIA e batata frita com molho de alho. NHAMNHAM!

Agora to aqui me esquentando no atpo perfeito de bia (quero pra mim, sério). DORMIREI! (Amém).

2 comentários:

Air disse...

Queria TANTO tá aí cntg, hunhun. Invejinha de tudo isso. E a narcolepsia foi muito fofa, queria ter visto! hahaha Te amo!

roye disse...

Consistent with "reverse positioning" understand the REAL Second coming would equate with The Matrix's Anti-Christ, the fake battle of good and evil which will come at the end.
I have spoken on this issue in years past. Understanding how they use the political environment to redefine people's value system, realize anyone who speaks of the old world and its ways will envoke hatred. So when/if the Anti-Christ comes along speaking of reverting back to what liberalism would consider repressed and immoral may be the only hope to salvage the god's favor and keep moving forward rather than begin the 1000 year clock. The fake Second Coming will feed into this political enviornment.
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